Olivicultura na Argentina
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O cultivo da oliveira surgiu no Oriente Médio há mais de 5.000 anos e foi se estendendo até o Ocidente através da bacia mediterrânea. Aos poucos, os primeiros cultivadores foram escolhendo árvores com características idôneas para produzir seu fruto levando em conta a zona, a produtividade, a adaptação ao terreno e o rendimento. Assim, atualmente, muitas oliveiras são árvores duras e resistentes às condições climáticas e orográficas muito diferentes.

A seguir, apresentamos algumas das variedades de azeitonas:



De origem espanhola. Variedade cultivada em Mendoza, Córdoba e em algumas regiões de La Rioja. Desenvolve-se bem e mantém um porte ereto, com ramos de forte tendência vertical. Fruto médio-grande, oblongo-ovalado, cujo peso médio é 5 g, com pele negra quando atinge o amadurecimento completo. É uma variedade rústica, resistente ao frio. Dela se obtém azeite de boa qualidade e, às vezes, é destinada para a preparação de azeitonas em conserva.

De origem italiana, muito difundida em nosso país. Fruto pequeno assimétrico oblongo-ovalado, mais largo no ápice do que na base. Quando atinge o amadurecimento completo, a pele do fruto apresenta cor preta. Produz bons rendimentos quanto à qualidade e quantidade de azeite. É uma variedade bastante resistente às baixas temperaturas e adaptável a diversas condições ecológicas no nosso país. O azeite é apreciado por suas características organolépticas e por sua estabilidade.

Difundida na Espanha, também chamada de Racimal, Racimosa ou Racimilla. Na Argentina, seu cultivo está se generalizando. Existem plantações em San Juan e Córdoba. É uma árvore bem desenvolvida, com uma ramagem que tende a abrir a copa. Galhos vigorosos que se curvam com facilidade à medida que os frutos se desenvolvem, o que dá à planta um aspecto pêndulo. As flores situam-se com mais freqüência na extremidade dos ramos. Frutos de tamanho médio (244 por Kg), ovalados e um pouco mais volumosos no ápice.

De origem Valenciana, em nosso país existem plantações principalmente em Catamarca e Córdoba. Seus frutos são de tamanho médio (244 por Kg), ovalados e um pouco mais volumosos no ápice, algo plano pelo lado oposto. Sua cor vai do verde claro ao violáceo escuro quando madura. A semente é de forma alongada, assimétrica, levemente curvada no ápice, de superfície um pouco rugosa com estrias bem marcadas.

Seus frutos são numerosos na terminação de seus ramos, freqüentemente agrupados, de tamanho regular, pretos brilhantes, com pruína, ovais elípticos, um pouco alongados e encurvados e ligeiramente pontiagudos lateralmente. Possui pedúnculos finos e longos. A relação polpa - caroço é de 5 a 1. De produção abundante e segura, é uma variedade pouco vecera.